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E-BOOKS

 Viva bem com Alergias - Parte 1

Introdução

Evoluímos como espécie, para uma sociedade global, nos comunicamos através do ar. Um dispositivo de 11 cm x 5 cm tornou-se a opção de lazer da maioria da população. Assistimos a eventos em qualquer parte do planeta em tempo real.  E 2% da população detêm 98% da riqueza – mas todos buscamos soluções para aumentar a longevidade.

Temos o privilégio de viver em uma era onde os avanços da tecnologia nos fazem viver mais e melhor.

A condição alérgica é prova e resultado disso. Alergias existiam, em proporções menores,  na era AC, mas com poucos registros de  diagnostico. Um tanto irrelevante dada a ampla Gama de enfermidades letais que afligiam e dizimavam populações.

O rápido crescimento da condição alérgica nas últimas décadas tornou-se  alarmante, figurando hoje entre os 6 problemas mais importantes para o bem estar e  saúde da população, segundo a OMS.

Alexander Fleming ajudou nesse processo com a descoberta da penicilina em 1928. Aliada a descoberta de William Harvey, cem anos antes, sobre o sistema circulatório, foi possível tratar e erradicar inúmeras doenças.

Relacionar as 10 principais descobertas no campo da medicina e saúde, pode ser alto de difícil consenso, mas tendemos a concordar que vacinação, insulina, anestesia, vitaminas, teoria dos germes e a descoberta do DNA, são grandes responsáveis pelo aumento da expectativa de vida.

Água tratada e saneamento básico deram significado a expressão saúde pública, assim como a educação e a maior cuidado com a higiene pessoal.

No âmbito mental, um pensamento começa a ganhar espaço na nossa mente – a abordagem da saúde no contexto da neurociência, da metafísica e da mecânica quântica explicando milagres, que no passado era rotulado de bruxaria. 

O tema é intrigante porque a condição alérgica esta muito ligada a freqüência, intensidade e tempo de exposição ao agente causador da reação alérgica.

O processo alérgico tem inicio quando um alérgeno, polen ou ácaro por exemplo faz contato com os anticorpos IgE nas vias respiratórias produzindo reação do sistema de defesa. Para proteger o corpo das partículas invasoras, células chamadas “mast” liberam químicos, dentre eles histaminas que provocam os sintomas.

  - muitas vezes vinculada a aspectos emocionais.

Assim, a rápida expansão nas últimas décadas parece relacionada com nosso estilo de vida moderno, de ambientes mais limpos e menos doenças.

Nossa maior longevidade traz mais chances de exposição prolongada, mais freqüente e mais intensa a alérgenos como pólen e poeira que em teoria são inofensivos.  Aumentam também as oportunidades de stress e distúrbios emocionais com componentes somáticas.

 Breve Histórico

Fala-se em alergias como a “epidemia do século 21”. A ocorrência dobrou nos últimos 20 anos, atingindo 40% da população na maioria dos países desenvolvidos. O crescimento das alergias é acompanhado de uma maior consciência da condição de alérgico e das causas das alergias.

Há relatos de que entre os 3640 e 3300 BC o Rei Menses do Egito, foi morto por uma picada de vespa. Ainda nos primórdios da civilização antiga Britannicus, filho do imperador Romano Claudius, era alergico a cavalos, com irritações cutâneas e inchaço dos olhos que o cegava por completo

Conta-se ainda que o Rei Richard III,  usou sua alergia a morangos para conseguir a condenação de Lord William Hastings. O rei teria ingerido morangos momentos antes de um audiência com Hastings, ao longo da qual desenvolveu uma uticária aguda. Acusou então Hastings de havê-lo amaldiçoado, o que demandava a cabeça de Hastings em uma bandeja.

 

 

Mas o que é Alergia?

Alergia é uma reação equivocada do nosso sistema imunológico a uma substância do ambiente, através da respiração, ingestão ou contato com a epiderme

O  funcionamento normal de nosso sistema imunológico caracteriza-se pela produção de anticorpos contra infecções, atacando e matando invasores como vírus e bactérias.

No caso das alergias o anticorpo é a imunoglobulina E, ou IgE,  que ao invés de atrelar-se a microorganismos nocivos, “cola” em substâncias inofensivas como pólen, ácaros, ou escamas de animais.

Uma vez injetada na corrente sanguínea, ela busca uma saída e “cola” em um tipo de célula chamada mast,  localizada na membrana mucosa dos olhos, nariz, pulmões, duto gastrointestinal e na pele.

Quando a pessoa é exposta novamente ao alérgeno que produziu a reação, a célula mast é ativada e em poucos minutos libera substâncias químicas incluindo histaminas, leucotrienos e protaglandinas.

Esses químicos também chamados mediadores, são responsáveis pelos sintomas desenvolvidos pelo paciente após a exposição ao alérgeno.

Principais Tipos de Alergia

Asma afeta os pulmões sendo o resultado da inflamação ou irritação crônica da membrana mucosa brônquica. A inflamação torna as vias respiratórias hiperativas a vários estímulos como ar frio, exercícios, viroses e alérgenos, levando a bronco espasmos.  Chiado no peito, falta de ar, tosse são sintomas freqüentes. É diagnosticada pelo histórico do paciente, exames médicos e testes de função pulmonar.

Anafilaxia é outra condição potencialmente fatal na qual o contato com o alérgeno, comida, droga ou picada de inseto provoca a rápida e intensa liberação de mediadores da célula mast por todo organismo. A reação resultante pode afetar a pele, vias respiratórias, nariz, laringe e pulmões, duto gastro-intestinal, circulação com sintomas de chiado, inchaço da garganta, tontura e até perda dos sentidos.

Rinite Alérgica é a mais comum entre as alergias.  Semelhante a asma em só que a forte inflamação da mucosa do nariz, provoca congestão nasal  espirros, chiado e corrimento das narinas. Geralmente diagnosticada por em exames médicos baseados no histórico do paciente.

Dermatite atópica caracteriza-se por eczemas principalmente nas articulações dos braços e pernas podendo ocorrer em outras regiões da pele. Vermelhidão, coceira e escamação são os sinais mais comuns.

Hipersensibilidade Alimentar envolve uma grande variedade de reações que podem levar a choques anafiláticos e dermatites. Alguns dos alimentos mais comuns são  amendoim, soja, nozes, peixe, e camarões que requerem tratamentos prolongados e podem durar a vida inteira. Alergias a ovos e leite são freqüentes  na infância até os 5 anos de idade. 

 

Causas das Alergias

Conforme falamos, alergias são reações provocadas pela exposição a fatores externos que chamamos de alérgenos e são resultado da ação equivocada do sistema imunológico.

Uma visão bastante aceita com relação a causa das alergias é de que a espécie humana apresenta uma propensão inata ao desenvolvimento de sensibilidades de fundo alérgico.

Crianças que contraem doenças infecciosas causadas por vírus e bactérias parecem desviar dessa propensão alérgica forjando um sistema imunológico mais apto a protegê-las de organismos infecto contagiosos.

Em ambientes rurais, ricos em matéria orgânica animal observa-se maior tendência ao desenvolvimento de sistemas imunológicos com menor propensão a alergias.  A menor ocorrência de alergias em regiões rurais de países em desenvolvimento, onde há maior exposição a microorganismos oriundos de matéria fecal, fortalece essa hipótese.

Da mesma forma, vemos a maior incidência de alergias em países desenvolvidos onde as crianças se desenvolvem em ambientes predominantemente urbanos, como menor exposição a matéria orgânica animal e menor índice de infecções respiratórias virais.

E ainda são comuns alergias respiratórias e bronquites correlacionadas a distúrbios emocionais ou disparadas por situações de stress o que em tese reforçaria a hipótese do estilo de vida rural versus urbano.

Há ainda uma forte componente relacionada a hereditariedade. Estatisticamente, tem sido observado que se um dos pais é alérgico em cerca de 40% dos casos os filhos desenvolvem sintomas alérgicos. Quando ambos os pais são alérgicos a ocorrências de alergias atinge os filhos em 60% dos casos.

Portanto, se acreditarmos nas estatísticas e no resultado das observações do mundo físico, vemos uma clara tendência a urbanização em todo o mundo. Isso somado ao aspecto de hereditariedade, poderíamos concluir que alergias tendem a crescer, tornando-se cada vez mais comuns em um mundo cada vez mais livre de doenças infecciosas.

Há 10 anos, nos primeiros anos da Casa do Alérgico víamos estatísticas de até 90% de ocorrência de alergias em filhos de pais alérgicos.

Então ou uma das estatísticas esta equivocada; existem outros fatores que determinam o crescimento das alergias ou existem fatores que podem modificar o caráter hereditário das reações alérgicas. E nesse último caso, seremos forçados a explorar questões relacionadas a neurociência, mecânica quântica e controle mental onde encontramos crescente número de relatos não explicados pela medicina clássica.